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Politica de PrivacidadeDurante a edição do Jornal Nacional, o jornalista William Bonner fez uma crítica sutil, mas incisiva, à proposta que avança na Câmara dos Deputados e que, na prática, dificulta investigações contra parlamentares. Conhecida como “PEC da Blindagem”, a Proposta de Emenda à Constituição prevê que o Supremo Tribunal Federal (STF) só poderá abrir processo contra deputados e senadores com autorização prévia do Congresso — e essa votação será secreta.

Ao anunciar a votação da PEC no JN, Bonner usou um tom de ironia, antes de uma pausa enfática e um leve sorriso que não passou despercebido pelos espectadores atentos.
📜 Entenda a PEC da Blindagem
A proposta altera a Constituição para restabelecer a exigência de autorização do Congresso antes que o STF possa abrir processos contra seus membros. Essa obrigatoriedade existia até 2001 e foi retirada após críticas à impunidade. Agora, ela retorna com reforços: além de retomar esse filtro político, a PEC determina que a votação seja secreta — algo que, antes, estava apenas no regimento interno da Casa.
Outra novidade que não constava na Constituição de 1988 é a inclusão de foro privilegiado para presidentes de partidos, além de dar ao STF exclusividade para impor qualquer medida cautelar contra deputados e senadores, inclusive fora do exercício do mandato. Críticos apontam que essa centralização pode se estender até a ações cíveis, como casos de improbidade administrativa.
🗳 Clima no Congresso e reação pública
A PEC foi aprovada em primeiro turno por ampla maioria, gerando revolta entre setores da sociedade e levantando questionamentos sobre retrocessos institucionais. Parlamentares contrários afirmam que a medida enfraquece o combate à corrupção e fortalece a blindagem política em detrimento da Justiça.




